Complicada, eu??? Sexo frágil, sim. Quando eu quiser. E daí?
Quinta-feira, Outubro 30, 2003
Um dia ouvi: "o ignorante aprende com a dor, o sábio com a observação" e mesmo não querendo afirmar que sou ignorante, confesso que tenho apanhado mais que nunca para aprender.
Tenho experimentado na pele o lado mal das pessoas, o fingimento, o julgamento, o simples ignorar ajuda, que não soa como o desprezo mas é frio como a ingratidão.
Tenho caminhado como quem pisa em ovos, tentado aguçar meu sexto sentido tentando descobrir em quem confiar, perscrutando íntimos.
Mas é tudo em vão e constantemente algo me diz "Não confie. Silencie".
E eu obedeço.
Não é nada aparentemente grave.
É a vida.
São as pessoas.
Isso é viver e sei que um dia serei melhor.
Mas a maneira como a vida ensina é cruel.
Ela não tem a paciência de um pai ou o carinho de uma mãe.
Ela não perdoa nossos erros e dificilmente nos dá uma segunda chance.
E o que mais me dói é saber que meus erros são por inexperiência e inocência. Pago um preço caro demais por minha ingenuidade. Pela falta de sabedoria em aprender observando. Pela falta de malícia que nos adequa às situações, nos torna "políticos".
Os poucos conselhos caem n'alma como bálsamos. E eu logo me percebo desarmada, confiando novamente, desabafando... Será que devo?
Eu não fui criada num mundo assim. Eu não fui criada me protegendo, desconfiando. Eu fui criada em meio a tanto amor, tantos amigos que mesmo rodeada de dificuldades me sentia protegida e acompanhada.
Mas eu abandonei este mundo. Decidi construir minha vida num deserto. E só trouxe comigo Deus.
Às vezes isso me assusta.
Um calafrio me percorre o corpo quando percebo que aqui eu não tenho um passado. De repente tudo perde o sentido pois estou longe de tudo e de todos. Minha história não está aqui e não há elos ou raízes.
E se em dia algum da minha vida fui capaz de imaginar que estaria vivendo esta vida, mesmo dizendo que construímos o nosso destino, só consigo me perguntar todos os dias: " Meu Deus, onde estará o meu futuro? "
"Jorge Benjor e Toquinho cantaram, uma vez, assim...
"Foi numa tarde de domingo,
Que alguém perguntando por ela chegou,
Deixando meu coração tristonho,
Enciumado morrendo de amor.
Eu falei, eu menti, eu chorei, eu sorri dizendo.
Ela mora no meu peito,
E eu moro vizinho a ela,
E eu fico desse jeito
Pensando nos beijos e nos carinhos dela
Carolina, Carol, Carol, Carolina bela."
Eu, de saudade de você, nem agüentei ler o seu post inaugural até o fim. O
que tem a ver(?) talvez vc pergunte. Bom, é que conheço um casal que mora em
Rennes, que padecia de uma doença rara chamada "incomunicabilis
sentimentare". No dia em que comemorariam seis datas, ele comprou para ela
seis rosas vermelhas, colocou em casa quando ela não estava e seguiu para o
campo atrás de lenha para aquecer o alimento.
Ela chegou, olhou aquilo, se perguntou do que se tratava. Ele, quando voltou
não entendeu a pergunta. Ao contrário de você, mas com o mesmo sorriso
desbotado, retratou o sentido de cada flor, a primeira, pela conquista -
como é bom se sentir vencido pelo amor(!) -; a segunda, pelo beijo, bom,
quente, lento, fruto; a terceira, pela cumplicidade do silêncio; a quarta,
pelo feitiço mágico que permitiu a ele olhar no espelho, ver o que era, não
se achar velho, mas homem; a quinta, pelos pequenos sonhos que nasciam dos
olhos risonhos dela.
Não falou da sexta. Preferiu que da boca dela soasse o mel. Ela deu um beijo
nele, agradeceu, foi fazer o jantar, cuidar do alimento do corpo. Ele foi
dormir com fome.
Para tentar fugir da inanição, ele planejou uma viagem, arrumou malas,
guardou os poemas. Foi morar na rua de trás, onde a vista é linda e sol
esquenta o quarto. Vive bem, até engordou, e não tranca mais a porta do
quarto por dentro.
Carol Bela.
Esta menina é um amor!!!!
Eu espero sonhando... "
Existem palavras que tocam... tocam fundo... tão fundo que arrancam lágrimas.
Para elas, talvez o silêncio seja a melhor forma de agradecer.
Tem coisas que rodam, rodam e a gente nem para pra dar a devida importância.
Em outras circusntâncias talvez fosse banal.
Mas hoje, gostei bastante.
Grande-Ferreiro.pps Espero que gostem também.
Hoje, ansiedade a mil.
Estou a espera do resultado de um mestrado.
Não, nada é novo por aqui.
Sou eu mesma... complicada... descomplicando...
Sexo frágil no momento. Mais frágil do que nunca.
E se a casca é diferente, o miolo ainda é o mesmo.
Nenhum revolução, nenhuma evolução.
E até mesmo o que era pra ser uma novidade veio confirmar o previsível.
Os seis anos chegaram hoje e como eu esperava nada aconteceu.
Ele não se lembrou e eu fiz questão de esquecer.
E percebo que tão pouco convincente quanto este namoro desbotado é o meu sorriso e a satisfação por esta vida que escolhi.
Mas fecho os olhos e espanto todaS as frustrações que carrego em busca de bons sonhos. Afinal, o dia 21 já terminou. E com ele enterro o que havia - ou não havia - para ser comemorado.
Fica meu pensamento de amor para minha mãezinha amada que fez aniversário também nesta data e trouxe ao meu dia pensamentos felizes misturados a lágrimas de saudades.
Triste quando o que queremos não é e o que é não temos perto.