" /> Complicada, eu???
Complicada, eu???
Sexo frágil, sim. Quando eu quiser. E daí?


Segunda-feira, Maio 31, 2004



Tenha fé! Ainda mais se for para o fim de semana chegar mais rápido.




E tenha fé em dobro quando a segunda estiver aí.


Boa semana!!!!



posted by Manga Rosa| 8:37 PM

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Quarta-feira, Maio 26, 2004

Que nunca chegue o dia em que minha consciência ouça:
"A culpada de TUDO foi você!!!"

...

Até que ponto o que conserva minha consciência limpa é o que me faz bem?

posted by Manga Rosa| 10:42 PM

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Sábado, Maio 22, 2004

Os últimos dias mereceram muitas e muitas palavras, mas definitivamente percebi que não há mais espaço para aflorarem tantas emoções como antigamente.

Pensar, descrever, expressar sentimentos, se tornou um exercício muito difícil, e a falta que me faz este espelho é do tamanho das saudades das trocas virtuais, dos e-mails, das mensagens, ou melhor, dos amigos.

Talvez eu tenha entrado numa nova fase sem que a anterior tivesse um fim. Ou talvez seja um momento de intersecções, um momento de ação, de sementes...

Primeiro veio a terapia e imediatamente a desistência da terapia ¿ imaginem só: na primeira sessão ela disse que eu precisava de remédios. Como uma pessoa consegue entrar dentro de outra em 50 minutos? Desisti! Pelo menos desta profissional e, por um tempo, também da idéia.

Depois veio um curso e um misto de pai-amigo que fiz neste curso. Vieram conselhos. Muitos conselhos de alguém com sete décadas de vida que acenderam uma pequena chama aqui dentro.

E por último a melhor parte da história: acredito que cheguei em um ótimo momento profissional.
No processo de definição de áreas do meu trainee, fiz uma entrevista para uma área COM-PLE-TA-MEN-TE diferente de tudo que já vivi. Aceitei o desafio, consegui a vaga e há dois dias comecei. Fiquei muito feliz com as oportunidades de crescimento, e igualmente assustada com as inúmeras exigências técnicas e de perfil.
Sinto que vou amadurecer, que finalmente vou me tornar uma engenheira de verdade, que vou aprender a lidar com pessoas, e a trabalhar sob MUITA, MAS MUITA pressão.

E por mais esquisito que possa parecer, eu gosto. Gosto de ser a única engenheirA numa fábrica de cerca de mil pessoas. Gosto de estar numa sessão de pessoas simples cujas cabeças valem ouro pela experiência, de tentar conquistá-las, absorver-lhes o conhecimento. Gosto de me sentir pequena após 5 anos de universidade ao lado de homens com segundo grau e imaginar que eles serão os degraus pro meu aprendizado. Gosto de despir aos poucos o traje de ¿menina delicada e frágil¿. Gosto de apertar de manhã mãos encardidas. E voltar à tarde pra casa com dor no pé por falta de costume por não usar salto.

Tudo está sendo muito bom. E a única coisa que espero é conseguir acompanhar internamente as mudanças externas, ou seja, corresponder às cobranças. Claro que tenho medo. Experimento de tudo um pouco! Mas o medo agora vem misturado com esperanças, pois esta é a minha grande chance de abandonar a inércia que me dominou há mais de um ano.

A única inércia que não consigo abandonar é a do relacionamento. Este pesa, pesa muito. São dramas internos e tão solitários que me fazem perder o fôlego de tanta angústia. Mas assim como chegou o momento de definição profissional, virá o deste namoro. Meu pai-amigo me fez acreditar que sou forte ¿ ¿somente alguém muito forte viveria o que eu vivo por tanto tempo¿. Não me faltam forças, só coragem para ser feliz.

E a coragem talvez surja quando a profissional estiver formada. São lutas pesadas demais para serem travadas ao mesmo tempo. Meu lado mineiro insiste para que eu vá devagar, para que agüente mais um pouco. O que adiantaria fazer exigências, estabelecer prazos de mudanças, se eu não estiver suficientemente preparada para arcar com as conseqüências do ¿tudo dar errado?¿.

E pra tocar a semana adiante, continuo carregando no bolso a frase que me acompanhou no último mês:

A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional.


posted by Manga Rosa| 2:42 PM

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A voz da vida em mim, não pode alcançar o ouvido da vida em ti. Mas falemos, para que não nos sintamos solitários. (Kalil Gibran)