Complicada, eu??? Sexo frágil, sim. Quando eu quiser. E daí?
Segunda-feira, Julho 26, 2004
Não é um retorno...
Estou apenas acordando.
Tive sonhos, pesadelos, abri os olhos, fechei novamente, fiquei encolhida, abraçada em mim mesma, revendo os movimentos das horas escuras...
Agora o dia amanhece e os pensamentos entram nos eixos (?).
Assim espero. Assim repito todos os dias.
Vivi uma experiência de morte na família...
Tudo exatamente como imaginei: eu aqui, eles lá.
Foi o primeir momento de ser MUITO FORTE.
Ou talvez, mais um deles.
E toda a dor só serviu pra me alertar para o que ainda está por vir....
Meu Deus... é inacreditável que um dia eu vá perdê-la...
Até mesmo meu corpo se revolta com esta idéia. Um misto de tremor, falta de fôlego, lágrimas.
A morte é realmente muito triste...
Já passaram-se 20 dias e ainda não consegui ir em casa.
A vida realmente mudou, o trabalho me absorveu e destrói também minhas últimas ilusões de um amor romântico e eterno.
Mas é preciso me apegar nele. Não me sobrou muita coisa: amor, amigos, família... nada!
Só o trabalho traz algum sentido à minha vida neste momento. Só!
Por que estou aqui? Por que estou lutando? Por que estou desistindo sonhos de amor? Por que estou longe do meu lar?
Trabalho, dinheiro, carreira, esperanças...
É tudo tão pouco e, no entanto, me mantém.
Sei que é triste, mas é a MINHA VIDA.
Sem poesia, sem encantos, com sorrisos disfarçando lágrimas, mas é a minha vida.
E por incrível que pareça, ainda agradeço à Deus, pois sei que tudo é como Ele quer e ainda consigo enxergar suas bênçãos por trás dos meus milhões de reclamações.
Ainda vou ser muito forte, do jeito que me ensinaram a ser. Assim como as mulheres-exemplo que me criaram.
Forte e doce. Forte e cheia de fé. Forte e forte.