Complicada, eu??? Sexo frágil, sim. Quando eu quiser. E daí?
Domingo, Dezembro 26, 2004
Por incrível que pareça estou em casa...
E aqui encontro fogo suficiente para aquecer meu coração e até arriscar algumas palavras.
Ainda não sinto vontade de desabafar. Perdi esta vontade quando percebi que o fazia para que alguém pudesse me ajudar a solucionar meus problemas. Mas nem sempre dividir torna o fardo mais leve. E ninguém pode resolver meus problemas. Nem as pessoas que gostariam de me ver muito, muito bem.
Mas se uma certa aceitação triste me envolveu, resolvo não mais lamentar. Aceitei minha vida como ela é e prossigo olhando para as flores que enfeitam o caminho.
A única coisa que não perdi e nunca perderei é a crença de que há algo muito maior que tudo isso e que um dia tudo fará sentido. Todos meus problemas não tão bem resolvidos me levarão a algum lugar. E então talvez esta minha "aceitação triste" se torne uma alegria por dever cumprido, objetivo alcaçado.
Mas preciso esquecer estas questões por enquanto e me concentrar na família. Minha imperfeita, mas maravilhosa família.
Estou tendo muitos maus pressentimentos. Ela está muito doente... talvez seja nosso último natal e virada de ano juntas. Este pensamento tem me perseguido insistentemente há mais de 4 meses. Algo em mim tenta me preparar para o momento mais difícil de minha vida. Como deve ser perder quem mais se ama na vida? Sua melhor amiga, seu porto seguro, sua alma irmã?
Às vezes tenho muito medo destes vazios que vida cria em mim.
Às vezes trabalho, relacionamentos, amizades, tudo o mais, se torna muito fútil e superficial para cobrir certas ausências.
Ainda não consegui me acostumar com as saudades.
E o pior é saber que ela ainda pode aumentar MUITO, MUITO mais e de uma forma irreversível.